Posted on Feb 4, 2008
Bom... do primeiro artigo, umha análise de Souto Cabo sobre a ediçom da Crónica Troiana de Ramón Lorenzo, só vou tirar dous ou três trechos como exemplo, os mais pintorescos e ridículos, ainda que aconselho lê-lo todo:
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Já a mesma apresentaçom, como observamos, assinala qual a linha seguida: umha obsesom diferencialista a respeito do português, o que necessariamente derivará no dialectalismo e no castelhanismo. Dando-nos em muitos casos como próprias, formas nom admitidas unanimemente para a língua escrita (cfr. dioses p. 101). Assi ao lado de formas galegas nunca exclusivas nem gerais, como a distinçom entre te e che, terceira pessoa dos pretéritos fortes em -o, encontramos um nutrido grupo de casos sem qualquer sentido:
-Formas ei/ai. Seriam supostamente galegas "reiña", "seir", etc. face às portuguesas "rainha" e "sair". Trata-se evidentemente de variantes fonéticas sem mais transcendência. (...)
-Perfeitos em -io, -eo. "O texto de Fernán Martís non presenta formas rematadas en -iu, todo o máis que ten é algunhas rematadas en io, seguindo a tendencia normal do galego de remata-las palabras en o". Trata-se dum fenómeno dialectal, hoje de mui reduzida extensom, ou bem dumha simples grafia em textos portugueses. Fernão Lopes utiliza-a quase exclusivamente (fogio, defendeo, viveo, vio).
-O léxico. De novo pretende justificar os castelhanismos actuais pola sua ocasional presença no texto, mesmo em casos que como dixemos nem as mesmas Normas ILG-RAE consideram assi: "Em plural alternan deuses e... o moderno dioses" (...). Por último parece que, a falta de comentário explícito, outras formas alheias seriam tam galegas como a tradicional: peligro/perigo, dolor/dor, sangre/sangue, polvos/po, etc.
Tirado de: Revista Agália, Nº 9
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